No dia 14 de maio saí com alguns amigos. Após alguns percalços na estação e inúmeras paradas em bares, restaurantes e supermercados, chegamos ao nosso destino: o colégio Coração de Jesus. Estávamos todos nos divertindo, guardo, deste dia, inúmeras recordações.
Passei, assim como todos, longas horas sem me alimentar. Precisávamos então. decidir o que comeríamos. E que azar! A comida era muito cara, mas a fome e a gula falaram mais alto. Xingando mentalmente os vendedores de mercanários, alguns de meus amigos se dispuseram a gastar alguns trocados com um pastel.
Porém, um pastel não era suficiente, todos queriam mais e então eles bolaram um plano: tentariam pegar outro pastel sem pagar. A ficha era um pequeno pedaço de papel rabiscado com a letra P. Letra essa que minha amiga conseguiu copiar fielmente.
Eu, por não estar com fome depois de ter comido um pastel, decidi não participar desse esquema, fiquei apenas observando de longe e, depois de algum tempo acabei me distraindo. Já fazia um certo tempo e comecei a me preocupar. Um amigo, então, me disse brincando: acho que eles foram pegos, hein. Pensei nessa possiblidade, mas logo vi meus amigos vindo em minha direção e adivinhem? Eles conseguiram os pástéis. Lembrarei sempre do dia em que meus amigos compraram 2 pastéis pelo preço de um.
(Eu escrevi esse relato como uma atividade escolar de SIC. Não sei minha nota, mas eu gostei.)
quarta-feira, 8 de junho de 2011
sexta-feira, 13 de maio de 2011
Discrepância
Um momento gravado na memória e menor do que um minuto. A memória de algo ínfimo eternizado em mim. Cada sutil movimento de vida parecia um filme em minha mente, na qual eu posso pausar, adiantar ou voltar. A vida e a morte ao se encontrarem me divertem. Me fazem ver quão efêmera é esta passagem à qual só dão valor quando prestes a ser tirada.
Para alguns, é um tanto quanto mórbido. Para mim efêmero, talvez excêntrico. O único momento alegre em meio às minhas próprias tristezas e buracos negros. Uma válvula de escape, quem sabe, mas que alivia a dor que me atinge. Dor esta que já tentei transformar em bela prosa e poesia, mas que se tornou apenas mais um borrão depressivo em minha escrivaninha.
Essa válvula de escape que me alegra momentaneamente são as borboletas. Sim, estas pequenas criaturas! Já pensou em como são bonitas e poéticas? São seres metamórficos, a passagem de um ser feio e desprezado para algo bonito e adorado. Controverso, não? Digo, são a mesma coisa, e não entendo tudi isso. Talvez por parecer com uma.
Ah, como me alegram! Vê-las sair do casulo, prematuras e tentando um pequeno vôo gracioso caírem desajeitadas no chão, fadadas à morrer, agonizantes. Perdi a conta de quantas vezes destruí casulos ansiando uma injeção de ânimo percorrer minhas veias me fazendo muitas vezes me sentir até mesmo tonto e sem ar.
Mas essa sensação de uma alegria fútil e mórbida é logo sufocada por um sentimento ainda mais devastador: a culpa. A culpa de ter tirado a vida de um ser tão frágil e tão poético. De ter me rendido mais uma vez à esse torpor insignificante que aje em minhas entranhas como a droga aje em um dependente químico que clama por mais a cada nova dose. Mas não. Hoje não. Dessa vez, quero sentir a tristeza consumir meu peito em chamas à sentir tudo isso de novo, a ver esse pesadelo passar pela minha mente novamente. Esse casulo, esse mesmo que eu decidi não desmanchar, vai desabrochar como uma flor e se tornará uma linda borboleta. Um ser que admirarei por conseguir o que nunca em toda a minha vida cheguei perto de alçancar. Algo que admirarei por ter se transformado em um ser admirado como sempre quis ser.
Para alguns, é um tanto quanto mórbido. Para mim efêmero, talvez excêntrico. O único momento alegre em meio às minhas próprias tristezas e buracos negros. Uma válvula de escape, quem sabe, mas que alivia a dor que me atinge. Dor esta que já tentei transformar em bela prosa e poesia, mas que se tornou apenas mais um borrão depressivo em minha escrivaninha.
Essa válvula de escape que me alegra momentaneamente são as borboletas. Sim, estas pequenas criaturas! Já pensou em como são bonitas e poéticas? São seres metamórficos, a passagem de um ser feio e desprezado para algo bonito e adorado. Controverso, não? Digo, são a mesma coisa, e não entendo tudi isso. Talvez por parecer com uma.
Ah, como me alegram! Vê-las sair do casulo, prematuras e tentando um pequeno vôo gracioso caírem desajeitadas no chão, fadadas à morrer, agonizantes. Perdi a conta de quantas vezes destruí casulos ansiando uma injeção de ânimo percorrer minhas veias me fazendo muitas vezes me sentir até mesmo tonto e sem ar.
Mas essa sensação de uma alegria fútil e mórbida é logo sufocada por um sentimento ainda mais devastador: a culpa. A culpa de ter tirado a vida de um ser tão frágil e tão poético. De ter me rendido mais uma vez à esse torpor insignificante que aje em minhas entranhas como a droga aje em um dependente químico que clama por mais a cada nova dose. Mas não. Hoje não. Dessa vez, quero sentir a tristeza consumir meu peito em chamas à sentir tudo isso de novo, a ver esse pesadelo passar pela minha mente novamente. Esse casulo, esse mesmo que eu decidi não desmanchar, vai desabrochar como uma flor e se tornará uma linda borboleta. Um ser que admirarei por conseguir o que nunca em toda a minha vida cheguei perto de alçancar. Algo que admirarei por ter se transformado em um ser admirado como sempre quis ser.
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Uma terça-feira qualquer
Saí de casa triste, abatida. Cansada da minha personalidade, minha voz, minha aparência. Cansada desse marasmo. Sai de casa me criticando, me deteriorando, me sentindo em um abismo sem volta, um infinito decadente que infelizmente me abate sem qualquer razão ou sentido.
Tive um dia normal, como todos os outros. Estudos e muito sono. Era pra ser um dia comum, era pra ser um dia mecanizado, assim como todos os outros. Eu cumpri minha rotina, tenho certeza. Fiz tudo sistematicamente como sempre, como todas as terças. Como sempre faço ao acordar as sete horas da manhã.
Mas tinha algo diferente. O cansaço talvez desse mesmo marasmo serviu como forma de me içar pra ponta desse abismo profundo onde eu, que sempre fui feliz, sempre fui alegre e energética me encontro ultimamente.
Hoje de algum modo deixei de agir automaticamente como sempre faço e bom, parece que realmente a tristeza é um vício. O que realmente me faz pensar é o motivo que me levou a essa guinada. Em menos de 24 horas ver o humor mudar drasticamente. Ir da água ao vinho em questão de poucas horas, me fazer sentir curiosa e ter o ego provocado por essa sensação de polaridades. Não imaginar o que me levou a sair dessa sensação sufocante e terminar o dia assim. Leve, animada. A terminar o dia feliz.
Tive um dia normal, como todos os outros. Estudos e muito sono. Era pra ser um dia comum, era pra ser um dia mecanizado, assim como todos os outros. Eu cumpri minha rotina, tenho certeza. Fiz tudo sistematicamente como sempre, como todas as terças. Como sempre faço ao acordar as sete horas da manhã.
Mas tinha algo diferente. O cansaço talvez desse mesmo marasmo serviu como forma de me içar pra ponta desse abismo profundo onde eu, que sempre fui feliz, sempre fui alegre e energética me encontro ultimamente.
Hoje de algum modo deixei de agir automaticamente como sempre faço e bom, parece que realmente a tristeza é um vício. O que realmente me faz pensar é o motivo que me levou a essa guinada. Em menos de 24 horas ver o humor mudar drasticamente. Ir da água ao vinho em questão de poucas horas, me fazer sentir curiosa e ter o ego provocado por essa sensação de polaridades. Não imaginar o que me levou a sair dessa sensação sufocante e terminar o dia assim. Leve, animada. A terminar o dia feliz.
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